Entenda como o conflito entre Rússia e Ucrânia pode afetar o seu negócio.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, no final de fevereiro deste ano, o mundo todo permanece atento ao conflito e nas suas consequências sociais, econômicas e políticas. Por esse motivo, é importante vigiar todas as atualizações sobre essa questão e entender como seu negócio será afetado, seja pelas dificuldades logísticas, seja pelo aumento do preço de alguns insumos.
Em termos econômicos, a Rússia é responsável pelo fornecimento de 40% do gás natural utilizado na Europa, sendo essa a sua principal fonte de energia, além de produzir, diariamente, cerca de 10 milhões de barris de petróleo. A Ucrânia, por sua vez, produz uma quantidade significativa do trigo e do milho que abastecem o comércio global.
Os dois países, juntos, são responsáveis por colocar no mercado mais de 100 milhões de toneladas de matérias-primas e insumos industriais por ano. Os russos também fornecem ao mundo cerca de 10% da demanda de níquel para uso em aço inoxidável e baterias de veículos elétricos.
Dada essa relevância em termos do fornecimento de matéria-prima, insumos e energia, a União Europeia, até o momento, não acatou ao pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que o bloco interrompesse o comércio com a Rússia.
Enquanto isso, as incertezas geradas pelo conflito entre os dois países devem impulsionar o preço de diversas commodities e impactar na economia global.
Como isso afeta o Brasil?
Em território nacional, os reflexos econômicos deste conflito já são sentidos em diversos setores. Os recentes reajustes no preço da gasolina e do diesel, em todos os estados brasileiros, estão diretamente atrelados às incertezas quanto ao fornecimento global de petróleo, que deve ser prejudicado durante o conflito.
Além disso, a Rússia é um dos maiores fornecedores de insumos agrícolas, como fertilizantes, para o Brasil. O aumento no preço dos insumos impacta diretamente o valor dos alimentos, e os brasileiros devem sentir a diferença dos preços nas prateleiras dos supermercados em produtos como macarrões, farinhas, biscoitos, óleo de soja e outros.
Eletrodomésticos, automóveis e imóveis também devem ser impactados, visto que o preço dos insumos usados pelas siderúrgicas para produzir aço – produto utilizado na fabricação dos bens duráveis – já tiveram seus valores impulsionados em razão do conflito. Isso ocorre porque existe o receio de que o conflito afete o fornecimento dessas matérias-primas, que são responsáveis por grande parte dos custos na fabricação dos bens duráveis.
Como proceder diante desta situação?
Em termos de fornecimento de energia, a Europa deve ser afetada com o conflito e os custos de produção de diversos produtos tendem a aumentar. Por isso, é crucial observar o posicionamento de mercado dos fornecedores europeus e entender como isso poderá afetar a sua produção e estar preparado para procurar fornecedores locais em casos mais extremos.
Ter uma visão de longo prazo é fundamental para entender quais os produtos serão mais afetados e se planejar com antecedência em relação aos estoques, assim como encontrar outros itens substitutos que conseguirão auxiliar seu negócio a passar por essa crise.